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Entrevista com Paulo Henrique Feniman (MIAF – Missão para o Interior da África) para o Instituto Jetro


"Deus, nosso Salvador […] deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade."
1 Timóteo 2.3-4

"Resumindo, a igreja deve orar por todos e pregar a todos. Por quê? Crisóstomo, um dos Pais da Igreja, nos dá a resposta: "Para imitar a Deus!" Como o desejo de Deus e a morte de Cristo dizem respeito a todos, então a missão da igreja também deve ser para todos. Cada igreja é parte de uma comunidade local, mas deve ter uma perspectiva global", esta parte do texto de John Stoot nos faz desejar saber mais sobre trabalhos missionários como da MIAF.

Africa Inland Mission (AIM) é uma missão cristã de envio para os povos da Africa com escritórios na Austrália, Canadá, Europa,Hong Kong, Coreia, Nova Zelandia, EUA, África do Sul e outros países africanos, e a América do Sul.

Para saber mais desta Instituição na América do Sul, onde é conhecida por MIAF (Missão para o Interior da África) o Instituto Jetro conversou com o seu diretor executivo, Paulo Henrique Feniman.

Paulo Feniman é graduado em Teologia pela FTSA – Faculdade Teológica Sul Americana e em Computação Gráfica pela UNOPAR – Universidade Norte do Paraná. Preletor em conferências e congressos missionários no Brasil e América do Sul. Atualmente é Diretor Executivo da MIAF – Missão para o Interior da África, onde coordena o treinamento e envio de missionários entre povos africanos, membro de IPA – International Partnering Association e parte da junta diretiva do COMIBAM – Cooperação Ibero-Americana de Missões. É casado com Patrícia, pai de Felipe e Gabriela.

Paulo Henrique Feniman

Instituto Jetro – Poderia falar sobre a história da AIM? E a criação do escritório da América do Sul, o qual é diretor?

Paulo – O trabalho da AIM começou há mais de 120 anos atrás, mas especificamente em 1895, onde Peter Cameron, nosso fundador e outros cinco homens decidiram entrar no interior da costa do Quênia. Eles viajaram a pé, às vezes de camelos, utilizando ajudantes locais por 482 km pelo calor africano para montar a primeira base missionária. Atualmente estamos presente em 7 países por meio de escritórios de mobilização e em mais de 25 países do continente Africano por meio de nossas bases missionárias.

No Brasil, a AIM iniciou suas atividades em 1985. No início o projeto era mobilizar a igreja brasileira para trabalhar entre os países de língua portuguesa na África, mas com o passar dos anos Deus começou a levantar pessoas de diferentes lugares para servirem em diferentes países da África. Em 2010 o escritório do Brasil passou a ser responsável pela mobilização missionária em toda América do Sul.

Instituto Jetro -  Quais são os projetos e atividades que são desenvolvidas pela MIAF e quantos missionários brasileiros estão no campo?
Paulo –
O foco da MIAF é a plantação de igrejas e treinamento de líderes, mas para o desenvolvimento destes projetos, diferentes ministérios tem sido desenvolvidos nas áreas de educação, saúde, saneamento básico, inclusão social, entre outros. Hoje contamos com mais de 60 missionários sul-americanos servindo em diferentes ministério em mais de 10 países diferentes da África.

Instituto Jetro – A missão de desenvolver "igrejas cristocêntricas entre os povos africanos" só pode ser alcançada se houver o desenvolvimento de cristãos maduros na fé. Qual a estratégia da MIAF para isso, para formar líderes nacionais? Como preparar jovens africanos para o desafio de evangelização e pastoreio em seu país?
Paulo –
Não há dúvida que sem a presença de líderes maduros, não será possível atingir essa missão, por isso MIAF está focada em ações diretas nos próximos 5 anos em ações diretas que visão mobilizar e treinar 400 missionários nacionais (africanos) para o avanço da obra missionária e equipar mais de 4000 pastores e líderes com visão missionária para os povos não alcançados do continente. O grande desafio está em criar metodologias de treinamento que possam atender as necessidades locais. Hoje MIAF está envolvida com treinamentos acadêmicos como bacharel, mestrado em teologia, mas continua atenta aos treinamentos informais que alcançam àqueles que vivem nas mais longínquas tribos. O investimento nos jovens é fundamental e necessário, se considerarmos o fato de que cerca de 50% da população africana tem menos de 18 anos. O discipulado é a melhor ferramenta para a preparação de jovens para os diversos desafios ministeriais na África.

Instituto Jetro -  O interior da África tem os seus perigos: perseguição religiosa, guerras, fome e doenças; também tem suas particularidades culturais e religiosas. Diante destes desafios, como preparar vidas para servir? Qual o perfil dos missionários da MIAF? Há algum tipo de exigência específica em termos de competências?
Paulo –
Costumo dizer que os lugares menos alcançados pelo evangelho nos dias de hoje na África, são os lugares mais difíceis. Difíceis do ponto de vista religioso, político e geográfico. Isso significa que o preparo missionário não pode ser de forma nenhuma ignorado. Ainda há uma visão muito romântica acerca de missões, e nossa função como organização é dar todas as ferramentas possíveis para que o trabalho missionário seja efetivo, mesmo em contextos de difícil acesso. Temos uma expressão que gostamos de usar aqui que é países de contexto criativo, isso porque cremos que não há país fechado ao evangelho, pois não há nada impossível para Deus, o que precisamos é de criatividade para o estabelecimento de nossos obreiros. No passado especialmente em ministérios no norte da África, muitas organizações inclusive a MIAF enviava missionários de formação para se envolverem em ministérios de "Fazedores de Tendas" ou BAM – Business as Mission (Negócio em Missões). Então descobrimos que eles não sabiam absolutamente nada sobre o mercado empresarial, apesar de terem boa formação missiológica, depois começamos a enviar homens e mulheres de negócio, só que sem bom treinamento missiológico, e continuamos tendo problemas. Hoje creio que aprendemos melhor com nossos erros e temos enviado pessoas com habilidades específicas, mas com bom treinamento missiológico. A MIAF hoje tem oportunidades nas mais diversas áreas que se possa imaginar, de piloto de avião à professor primário, de médico a professor de teologia, todos eles focados em plantar igrejas entre povos não alcançados. Os critérios para um missionário são muito simples, além das exigências profissionais e missiológicas que dependem do lugar onde ele vai servir, nós sempre estamos a busca de pessoas que alimentem um espírito de aprendiz e de humildade, dispostos a trabalhar lado a lado com nossos irmãos africanos.

Instituto Jetro – "Jesus disse que deveríamos compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com todos: toda tribo, língua e nação. Jesus também disse que teríamos pobres e doentes no nosso meio e que temos que cuidar deles". O número de pessoas que desejam servir como missionários tem caído? O que você pensa a respeito?
Paulo –
Eu não diria que o número caiu, o que eu penso é que ele não aumentou na mesma intensidade que cresceu a Igreja Brasileira. E isso pode ser explicado de inúmeras formas. A igreja tem falado muito pouco ou quase nada sobre os povos não alcançados com o evangelho. Desafio nossos leitores a fazerem um teste, peça para que algumas pessoas enumerem três povos não alcançados da África por exemplo e você verá que poucos lhe darão uma resposta clara. Nós também não pregamos mais sobre o que chamo de os 4S fundamentais da missão: SACRIFÍCIO, SOFRIMENTO, SERVIÇO E SUBMISSÃO. Temos escutado um evangelho muito egocêntrico, onde a relação Deus/homem é muito mais voltada para o que Deus pode fazer por mim do que ao inverso, isso sim tem afastado os vocacionados. Outro fator que vale a pena mencionar aqui é o fato da igreja achar que tudo é missão. A missão como abordamos do ponto de vista bíblico sempre está vinculada a proclamação verbal do evangelho. Ajudar o pobre o doente é importante e deve ser feito, mas sem a pregação do Evangelho é só ação social.

Instituto Jetro – Você acredita que os pastores estão sensíveis para perceber nas suas igrejas os que são chamados para servir como missionários transculturais? Qual o papel que os pastores deveriam exercer sobre os que são vocacionados? E o papel da Igreja?
Paulo –
Pois é, vamos lembrar que de acordo com Bíblia todos somos vocacionados, gostemos ou não. A diferença aqui é que a Bíblia fala que alguns entre todos esses, são chamados especificamente para ministérios específicos que Deus mesmo nos dá. O apóstolo Paulo em efésios explica bem isso ao dizer que uns são chamados para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. É papel da igreja reconhecer e ajudar aqueles que se sentem chamados para ministérios específicos dando-lhes orientação e apoio até que possam exercer seus ministérios. No caso daqueles que são chamados para ministérios transculturais é preciso que tanto as igrejas, bem como os pastores saibam que eles têm um papel fundamental como enviadores. A primeira etapa sem dúvida é a escolha de uma organização que tenha experiência no campo ou ministério que se pretende executa e depois é preciso estar atento a áreas de apoio extremamente importantes como oração, logística, sustento financeiro, cuidado pastoral, etc. É verdade que muitas destas áreas são compartilhadas com as agências, mas não podemos esquecer que o envio missionário antes de tudo é uma tarefa da igreja e não das agências missionárias, as agências neste sentido existem para colaborar através da sua experiência e logística no campo.

Instituto Jetro – Suas considerações finais.
Paulo –
Queria só reafirmar que a participação da igreja local no ministério missionário é de suma importância. Não existe missão sem que haja igrejas envolvidas no processo. Por mais dedicado que possa ser o missionário, por mais correta que seja a agência de missões, se a igreja local não participar, não se envolver, não assumir seu chamado missionário, nada do que planejarmos ou fizermos prosperará.

URL: www.institutojetro.com/entrevistas/entrevistas/confins-da-terra-africa
Site: www.institutojetro.com
Título do artigo:
Confins da terra: África?
Autor: Paulo Henrique Feniman

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Serão 36 dias !!!  –  19/08 a 23/09

Agenda da Campanha:

✔Culto de lançamento:

Dia 14/08 (Culto de Domingo)

✔Início do Jejum:

Dia 19/08 (sexta)

✔Encerramento do Jejum:

Dia 23/09 (sexta)

Segue abaixo o ícone do Aplicativo no ANDROID E IOS, que você poderá baixar gratuitamente na loja virtual da Google play e App Store.

Na loja virtual procure por: 36 dias e veja o ícone.

Abaixo segue ícone do Aplicativo no ANDROID E IOS, que você poderá baixar gratuitamente na loja virtual da Google play e App Store. Entre e conecte-se nessa Campanha de Jejum e Oração  

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Ícone do Aplicativo – Na loja virtual procure por: 36 dias

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Neste ano o aplicativo tem novidades:

Devocionais com áudio.

Compartilhamento dos devocionais nas Redes Sociais.

Convidar um amigo para usar o aplicativo.

Novos lembretes de leitura diária.

Entre e conecte-se nessa Campanha de Jejum e Oração!

Divulgue em sua Igreja e em nas Redes Sociais da sua localidade.

Foram enviados também por e-mail os arquivos em Word e PDF para aqueles que ainda preferem a leitura no papel. (A Igreja poderá imprimir e deixar disponível para quem quiser).

Começou hoje o Projeto Missões.
Estaremos em Guaianazes servindo a igreja local, os projeto de plantação de igreja, e a comunidade, dos dias 07 a 21 de julho. Ore por nós!!!
Nossa alegria é poder servir a Deus!!!

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Olá queridos,

Quero compartilhar com vocês algumas coisas importantes que vivemos nesses últimos 2 meses aqui na Alemanha…

BOLA BRASIL

Estamos em uma fase muito especial.

· Temos recebidos muitos emails de Instituições sociais que querem de alguma maneira fazer parcerias conosco;

· Na semana passada saímos mais uma vez no maior jornal da cidade anunciando nosso Acampamento de Verão;

· Receberemos em junho alguns jovens dos EUA que estão na Alemanha conhecendo projetos sociais Cristãos, e o Bola Brasil foi um dos escolhidos por eles;

· Em julho e agosto teremos cinco Acampamentos de Futebol, três em nome do Bola Brasil e dois em parcerias.

· A preparação da estrutura do Bola Brasil Marselha na França também está caminhando bem. Logo mais o Bola Brasil estará na França também.

· Uma Igreja parceira em Cachoeirinha, Porto Alegre, tem um grande desejo de desenvolver o Bola Brasil. Fico muito feliz pois é a igreja de um grande amigo e pessoa importantíssima na minha vida, pastor André Mross. Ou seja, o Bola Brasil vai chegar, enfim, no Brasil também rs.

· Estive ministrando em uma igreja alemã em Hannover no final de semana e no sábado, que tinha livre, fui visitar um amigo alemão que trabalha com refugiados da Síria. Fizemos nesse dia um mini torneio com os adolescentes recém chegados à Alemanha. Foi muito bom!

FAMÍLIA

· A Erika está se desenvolvendo bem no idioma. Ela termina o curso básico de Alemão neste mês e faz sua prova no início de julho;

· Ela procurará um trabalho temporário entre setembro e dezembro para que possamos ter dinheiro para ir ao Brasil no final do ano pra visitar a família e amigos;

· A mãe da Erika nos visitará em agosto e isso tem muita forca e importância para quem está longe da Família.

· Acompanhamos de longe o crescimento do Samuel (filho do meu irmão) e nos alegra muito ver que está saudável e esperto. Logo mais ele ganhará do Tio uma camisa do Corinthians para iniciar enfim sua vida de Corinthiano, rs.

DESAFIOS E PEDIDOS DE ORACAO

· Organização do Bola Brasil Marselha e Porto Alegre.

· Saúde e unção para os Acampamentos de Verão do Bola Brasil.

· Provisão financeira. A crise no Brasil nos atinge diretamente.

ENFIM

Nunca se esqueça que a vida tem muito mais do que pensamos, planejamos ou queremos.

Muitas pessoas ao nosso redor precisam muito de nós. Esteja aberto para o que Deus tem pra você viver e creia!

Com carinho,

Erika e Elmo Rodrigues
Bola Brasil Fußballschule – Leiter

bola-brasil@gmx.de
www.bola-brasil.de

Vários atentados atribuídos ao Estado Islâmico ocorreram deixando centenas de mortos e muitos feridos, entre eles vários cristãos

4 Iraque

Durante esse final de semana, vários ataques letais ocorreram, sendo três deles atribuídos ao grupo extremista Estado Islâmico (EI). O mais grave aconteceu no distrito xiita de Al Karrada quando um suicida detonou um caminhão frigorífico que trafegava no meio de uma multidão reunida perto da sorveteria Yabar Abu al Sharbat. Pelo menos 213 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

Na capital iraquiana de Bagdá, ocorreu outra explosão, que atingiu uma movimentada área comercial. O EI assumiu a autoria dos atentados em comunicado assinado e divulgado nas redes sociais, garantindo que o alvo eram os xiitas, que quebraram o jejum do Ramadã e advertindo que “com a permissão de Deus prosseguirão os ataques dos mujahidins (combatentes da jihad) contra os renegados”. O governo do Iraque decretou três dias de luto pelo ataque, o mais sangrento de Bagdá desde 2009.

Os ataques dirigidos aos grupos que não participam do jejum do Ramadã, são comuns e afetam principalmente aos cristãos que vivem nessas regiões, cristãos ex-muçulmanos e que ainda vivem com famílias muçulmanas. Um dos principais fatores de perseguição, nesse contexto, é advindo da família do cristão convertido e da comunidade em que ele vive.

Cristãos também foram alvo de atentados em Bangladesh, poucos dias antes, em que seis militantes metralharam 20 estrangeiros e mataram dois policiais num restaurante de Daca; cerca de 30 pessoas ficaram feridas. Nos últimos três anos, mais de 40 pessoas morreram no país, em ataques atribuídos a militantes islâmicos.

Na Turquia, na última terça-feira, três homens-bomba se mataram com mais de 40 pessoas no aeroporto Ataturk, em Istambul. O EI não reivindicou o ataque, mas as autoridades turcas atribuíram as explosões à ação do grupo. Desde janeiro do ano passado, foi o décimo atentado na Turquia vinculado ao EI, num total de 233 mortos.

Nesses países, normalmente, os alvos dos ataques são aqueles que o grupo considera “infiéis”, ou ainda, turistas ocidentais. Entre os infiéis estão aqueles que não se dobram ao islamismo radical e os que professam outra religião, em especial o cristianismo.

No Quênia, 6 pessoas morreram durante um tiroteio contra dois ônibus que viajavam para a cidade de Mandera, perto da fronteira com a Somália, entre as vítimas estava o pastor John Njaramba, muito conhecido pelo seu fiel trabalho prestado à igreja queniana. Militantes do grupo extremista Al-Shabaab já reivindicaram o ataque. Em suas orações, interceda por essas nações.

Pedidos de oração
● A última semana do Ramadã é um período de muita violência e muitos ataques ocorrem contra aqueles que não professam a fé islâmica. Ore para que Deus proteja os cristãos que vivem nesses países.
● Interceda pelos novos convertidos que são vistos como infiéis pelos muçulmanos e que são o maior alvo de ataques durante as festividades.
● Ore também pelos perseguidores, para que tenham a oportunidade de ouvir a respeito do amor de Cristo e que abram seus corações para o evangelho.

Fonte: Missão Portas Abertas

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